Conversas, risadas e lembranças.
Quando nos deparamos com aquelas festas em família e todas aquelas tias começam contar da infância na década de 50 e das brincadeiras que elas faziam. E temos aquele espanto quando somos surpreendidos pela resposta “Passávamos a tarde lendo gibi, escutando radio e jogando tamborete”.Escutar esse tipo de depoimento nos aproxima da matéria que estudamos “historia dos quadrinhos”, a “era do radio” e o “cinema”, e passamos a analisar a vida de nossos pais, tios, avós, etc. E então entendemos que além de uma busca no google, sobre as divas do radio, perguntar para as pessoas que vivenciaram isso, pode ser uma experiência mais agradável e muito educativa.
Como foram possíveis tantas mudanças, que nem tamborete as crianças na rua brincam. E então a cena se forma em nossa cabeça, imaginamos uma trilha sonora apropriada no tipo de The Platters em um bairro de classe media sem muitos prédios com carros antigos. E depois de imaginar tudo, pode
mos perceber o porquê era tão agradável apenas sentar na varanda da casa com os amigos e ler histórias em quadrinhos.Uma época que na televisão ainda não existiam programas dedicados só para crianças, o vídeo game nem era sonhado e escutando o radio, mulheres se apaixonavam pela bela voz do protagonista da radio novela.
Tentar imaginar esse tipo de infância hoje é algo tão distante, talvez elas só existam nas doces lembranças dos mais antigos, quando festas em família nos deixarem nostálgicos por aquilo que não vivemos, mas que gostaríamos de ter vivido.



