Aconteceu...
Livros nas prateleiras. Seção historia da arte. Lê-se o índice. Passa-se o dedo sobre o Cubismo, “Ah sim o Cubismo de Pablo Picasso e sua turma acabando com a perspectiva”. E isso basta para a maioria de nós. Esquece-se de ir além, pequenas explicações satisfazem o homem moderno. O conhecimento como remédio homeopático.
As duas primeiras décadas do século XX representam momentos contraditórios, cheios de conflitos e rupturas em relação a muitos dos valores e idéias do século anterior. Todos os setores sofrem profundas alterações na visão de mundo do homem moderno.
Depois de tantas transformações e conflitos não é de se estranhar que a arte buscava um novo ponto de vista. A arte como um todo não se desvincula de seus criadores. E o contexto histórico se torna o grande palco.
A dissolução da perspectiva fica a cargo dos cubistas, ao mostrar o objeto de diferentes pontos de vista, nenhum deles possui uma importância exclusiva. Assim as três dimensões renascentistas, se juntam a uma quarta dimensão - o tempo.
Sim, a simultaneidade da loucura de nossos dias invade a arte, toma conta da vida, não estranhamente nessa mesma época Einstein começa seus estudos sobre a teoria da relatividade. Paralelamente aos cubistas, o dinamismo plástico dos futuristas italianos também buscou a simultaneidade.
Com o quadro Lês demoilles d`Avignon, Picasso deu o inicio ao cubismo, em torno dele e do poeta francês Apollinarie formou-se um grupo de artistas e escritores que trocavam experiências. Pintores com idéias filosóficas, escritores com idéias artísticas. Inspirados por Cézanne os cubistas reagem contra o predomínio exasperante da luz e da cor, procurando devolver a pintura suas bases clássicas de composição e forma.
Os futuristas queriam mudar o mundo, escreveram mais de 30 manifestos, que conseguiam chocar por seu caráter violento e radical. Embora lançado na França, Marinetti tinha em vista principalmente a Itália, seu país natal, Por meio da exaltação a maquina e à velocidade e a rejeição do velho. O escritor queria romper com a estagnação cultural e econômica de seu país e assim promovia o espírito da modernidade para levar a Itália ao desenvolvimento. No fundo Marinetti era um nacionalista. Algumas de suas idéias anteciparam aquilo que viria ser o fascismo nas décadas seguintes.
Movimentos como o cubismo e futurismo, não são avulsos aos fatos que permeiam a vida de seus criadores. Não foram gerados apenas para contrariar, fazem parte de visões de mundo e de adaptações das mudanças de um século que evoluiu no descompasso fazendo os mais desavisados se perderem em meio à loucura de novos tempos.
As duas primeiras décadas do século XX representam momentos contraditórios, cheios de conflitos e rupturas em relação a muitos dos valores e idéias do século anterior. Todos os setores sofrem profundas alterações na visão de mundo do homem moderno.Depois de tantas transformações e conflitos não é de se estranhar que a arte buscava um novo ponto de vista. A arte como um todo não se desvincula de seus criadores. E o contexto histórico se torna o grande palco.
A dissolução da perspectiva fica a cargo dos cubistas, ao mostrar o objeto de diferentes pontos de vista, nenhum deles possui uma importância exclusiva. Assim as três dimensões renascentistas, se juntam a uma quarta dimensão - o tempo.
Sim, a simultaneidade da loucura de nossos dias invade a arte, toma conta da vida, não estranhamente nessa mesma época Einstein começa seus estudos sobre a teoria da relatividade. Paralelamente aos cubistas, o dinamismo plástico dos futuristas italianos também buscou a simultaneidade.
Com o quadro Lês demoilles d`Avignon, Picasso deu o inicio ao cubismo, em torno dele e do poeta francês Apollinarie formou-se um grupo de artistas e escritores que trocavam experiências. Pintores com idéias filosóficas, escritores com idéias artísticas. Inspirados por Cézanne os cubistas reagem contra o predomínio exasperante da luz e da cor, procurando devolver a pintura suas bases clássicas de composição e forma.
Os futuristas queriam mudar o mundo, escreveram mais de 30 manifestos, que conseguiam chocar por seu caráter violento e radical. Embora lançado na França, Marinetti tinha em vista principalmente a Itália, seu país natal, Por meio da exaltação a maquina e à velocidade e a rejeição do velho. O escritor queria romper com a estagnação cultural e econômica de seu país e assim promovia o espírito da modernidade para levar a Itália ao desenvolvimento. No fundo Marinetti era um nacionalista. Algumas de suas idéias anteciparam aquilo que viria ser o fascismo nas décadas seguintes.Movimentos como o cubismo e futurismo, não são avulsos aos fatos que permeiam a vida de seus criadores. Não foram gerados apenas para contrariar, fazem parte de visões de mundo e de adaptações das mudanças de um século que evoluiu no descompasso fazendo os mais desavisados se perderem em meio à loucura de novos tempos.
Um comentário:
Ei, pessoal.
Bom apanhado destas duas vanguardas, Cubismo e Futurismo, mas faltou o elo de ligação com os dias atuais, ou não?
Parece mais um relato de conteúdo, bem fundamentado, escrito de modo informal. (Erros na escrita e grafia, cuidado!)
E a associação onde ficou?
Um abraço
Anníbal Montaldi
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